Lucas Prim
Lucas Prim Editor do Biz4Devs. Desenvolvedor de software de coração, gestor de profissão.

Como fazer uma empresa crescer? Refatorando, claro!

Como fazer uma empresa crescer? Refatorando, claro!
Photo by Yancy Min on Unsplash

Ela queria ser livre. Não aguentava mais trabalhar das nove as cinco. Pediu as contas e foi em busca da tão cobiçada profissão de nômade digital freelancer™️. O que ela sempre sonhou estava prestes a virar realidade: viver sem residência fixa e sem horário, como uma verdadeira cidadã do mundo.

Essa história muitas vezes acaba tão decepcionante quanto sedutora. Isso porque um freelancer é a menor manifestação de um negócio. Sendo um negócio, o trabalho vai muito além de codar. A freela tem que fazer tudo: Vender, negociar, programar, dar suporte, pagar impostos, etc. É um pequeno negócio de uma pessoa só.

O que nos nossos softwares são funcionalidades nas nossas empresa são atividades. Algumas delas são atividades core, que garantem a entrega do produto ao cliente, enquanto outras são atividades de suporte. Um freela precisa fazer ambas.

Quando nossa querida freela decidiu contratar seu primeiro funcionário para cuidar de gestão e finanças, foi como se estivesse fazendo uma class extraction de parte das suas atividades. O comportamento externo da empresa continuou o mesmo, mas ela conseguia fazer o dobro de trabalho com o tempo livre que surgiu na sua agenda por não ter que cuidar das atividades delegadas. Quando acabou o tempo para novos projetos foi preciso contratar um segundo funcionário, também dev, para ajudar a codar o frontend. Mais uma class extraction.

O cliente não pode perceber nenhuma mudança na qualidade da entrega. Com novos funcionários na empresa, isso só é possível se todos estiverem motivados e alinhados sobre o que precisa ser feito e como. É nesse momento que a freela precisou de um mixin de gestão e liderança.

Com o tempo, as pessoas viraram times. A empresa ganhou novas competências que a freela nem sequer sonhava em desenvolver. Marketing, Vendas, Atendimento, P&D e tudo aquilo que ela fazia sozinha numa versão rudimentar se tornaram áreas sofisticadas.

A freelancer que queria ser cidadã do mundo virou CEO. As linhas de código viraram e-mails, slides, reuniões, documentos e calls. Como ela fez tudo isso? Da mesma forma que fazia quando era dev e queria expandir a funcionalidade ou a capacidade do seu software: refatorando.